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Redes sociais e a saúde mental

Artigos de Saúde Mental

No Reino Unido, cerca de um quarto da população foram diagnosticados em algum momento, com algum distúrbio psquiátrico, o que custa à economia cerca de 4,5% do PIB por ano. Muitas dessas doenças estão ligadas à utilização, em excesso, de redes sociais, especialmente quando falamos da população jovem.

As redes sociais se tornaram mais viciantes que cigarros e álcool. Um experimento conduzido por neurocientistas concluiu que o consumo de redes sociais aciona a mesma parte impulsiva do cérebro que o jogo e o abuso de substâncias.

Porém, elas podem trazer resultados positivos ou negativos, dependendo do modo como são usadas. A pesquisa entrevistou 1.479 jovens com idade até 24 anos, no período de fevereiro a maio de 2020, para avaliar o impacto das redes sociais na saúde mental e o bem-estar.

O Instagram e o Snapchat foram descritos como os mais prejudiciais. Cerca de 70% dos jovens revelaram que o aplicativo fez com que eles se sentissem pior em relação à própria autoimagem e, quando a fatia analisada são as mulheres, esse número sobe para 90%. Ambas as plataformas são muito focadas na imagem e parece que estão estão gerando sentimentos de inadequação, depressão e ansiedade. A pesquisa também indicou que o compartilhamento de fotos pelo Instagram impacta negativamente no sono dos entrevistados.

Entre os aspectos positivos, está a oportunidade de ler, assistir, ouvir e entender as experiências de saúde de outras pessoas. A revolução na interação humana que as redes sociais ocasionaram pode ser uma excelente fonte de ajuda para jovens que sofrem de problemas de saúde mental. Não por acaso, as plataformas que tem cunho mais informativo, como Youtube e Twitter, foram avaliadas como as que trazem mais resultados positivos à saúde mental.

A conclusão é que as redes são um espelho da nossa sociedade, onde as pessoas podem fazer bem ou mal para as outras, dependendo do tipo de relação que se cultiva. Elas podem ser um catalisador, seja para quem já vive com problemas de ansiedade e depressão e encontra na internet ainda mais motivos para se sentir pressionado e desvalorizado, mas também pode ser uma plataforma onde minorias excluídas encontram espaço para compartilhar o que sentem e buscar informações para o desenvolvimento pessoal.

Fontes:
https://www.medley.com.br/blog/saude-social/redes-sociais-fazem-bem-ou-mal
https://bencorp.com.br/consumo-excessivo-de-midias-sociais-esta-ligado-a-doencas-mentais
https://drauziovarella.uol.com.br/drauzio/artigos/midias-sociais-e-saude-mental-artigo

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